A SAÚDE DAS INSTITUIÇÕES
Nenhuma Democracia sobrevive se não for ancorada em instituições fortes e independentes. Os três pilares da República - Executivo, Legislativo e Judiciário - devem dar à sociedade garantias de justiça, ética, transparência e impessoabilidade. Têm que ser instituições perenes, que mantenham sua alta estatura independente de homens e mulheres que por elas passam.

O Brasil acompanhou com muita satisfação a demonstração recente de soberania do Supremo Tribunal Federal, que acolheu as evidências mostradas pela Procuradoria-Geral do Estado e determinou a abertura do processo contra 40 envolvidos no escândalo do mensalão. Foi uma resposta firme para aqueles que acham ser possível usar a máquina pública em benefício de grupos privilegiados.

O Congresso Nacional olha para dentro de si, julgando o presidente do Senado. Mesmo com declarações e atos algumas vezes estranhos aos olhos da sociedade, os senadores travaram uma discussão pública sobre a necessidade de restabelecer princípios éticos no trabalho legislativo.

Falta agora que o Executivo faça sua parte. A submissão da máquina pública a interesses partidários é um dos fatos que fazem com que este poder esteja longe dos anseios da grande maioria dos brasileiros. O envolvimento sem punição de pessoas ligadas ao Gabinete Presidencial com fatos suspeitos, o empreguismo, o aparelhamento político de setores que deveriam ser essencialmente técnicos e a partilha de verbas e cargos para manter a base de apoio no Legislativo são sinais evidentes de que muita coisa deve ser mudada.

Este é o trabalho da oposição. Apontar os problemas e apresentar propostas de soluções. O PSDB tem se esforçado intensamente neste sentido. O partido realiza seminários em que temas importantes são discutidos, como segurança, saúde, educação, políticas sociais, estrutura do Estado, reforma política etc. Este trabalho será apresentado brevemente na forma de um projeto para o país.

Estamos há quatro anos e meio com um governo que não tem este projeto, e ainda mostra um conceito de ética altamente questionável. E por isso perdemos uma oportunidade rara de crescimento da economia, que poderia gerar mais trabalho, renda e uma vida melhor a todos os brasileiros.

Uma postura ética é construída por vários fatores, entre eles a competência. Um governo não pode ser considerado ético se não mostrar também preparo à altura dos desafios de colocar o Brasil novamente na rota do crescimento e da justiça social.

José Aníbal

13/9/2007/

 


nome: Carmela Tassi Chaves
comentário: O Senado mais caro do mundo joga contra a população, absolvendo Renan. Como acreditar que estão lutando para sanear as instituições dessa podridão petista? Estamos enojados. Quem não vê os tentáculos do molusco se alastrando por tudo, tornando "natural" à opinião da maioria, o jeito PT de governar? Já que a oposição é minoria, que encontre outras formas de luta dentro da própria situação. Que tal a do convencimento da campanha pelo voto nulo que faremos, caso a CPMF seja prorrogada?
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nome: Gabriel dos Anjos Vilardi
comentário: E ainda o Presidente tem a coragem de dizer que não existe neste país pessoa mais ética do que ele!! A pelo amor de Deus! Isso é um absurdo. Os escândalos são muitos como o do Mensalão, do Waldomiro Diniz, Dossiê anti-tucanos, entre outros... Uma vergonha... Apesar de me considerar tucano, tenho que admitir, o PSDB é muito "mole" na oposição, não é nem um terço o que era o PT! Isso é um ponto negativo que o partido tem que superar. Eu acho que se o PSDB realmente quiser voltar a comandar o país em 2010 tem que ser mais firme e combativo. Tem que votar contra o governo, derrubar alguns de seus projetos, fazer obstrução, convocar ministros para prestar esclarecimentos no Congresso. O PSDB deve fiscalizar o governo sem descanso.
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