| O presidente Lula voltou a proferir pérolas em discurso nesta segunda-feira no Rio de janeiro. Disse que choque de gestão se faz com o aumento do funcionalismo. Mais uma vez, Lula mostra seu total despreparo (bem dissimulado pela malandragem) para a responsabilidade de administrar o país.
Na tentativa de atacar adversários políticos, o presidente confunde conceitos e defende o retrocesso. Não é simplesmente aumentando o Estado que se consegue melhorar a qualidade do serviço público. O que provoca o verdadeiro choque de gestão, defendido por Geraldo Alckmin na campanha presidencial de 2006, é uma reestruturação do serviço público que faça da máquina administrativa uma ferramenta para o estímulo do desenvolvimento e da justiça social, com mais saúde, mais educação, mais saneamento, menos roubalheira.
Choque de gestão se faz com projetos claros e factíveis para o país. A partir do momento que um Governo tem um plano de desenvolvimento e de prestação de bons serviços, e a estratégia competente para colocá-lo em prática, deve-se avaliar os setores que precisam de reforço de pessoal. Não é correto, por exemplo, fazer contratações inúteis apenas para aprovar a CPMF no Congresso.
O funcionalismo público federal tem quadros de alta qualidade. Ruim é o atual Governo. Contratação deve ocorrer sempre que necessário para prestar serviços de qualidade para uma população que paga impostos altíssimos. Por exemplo, na área de segurança pública, em que Lula está sempre tirando o corpo fora dizendo que não é com ele. É com ele sim!
Quem é responsável pelas fronteiras nacionais por onde passam as armas e as drogas que alimentam a bandidagem é o governo federal, portanto Lula. Nossas fronteiras estão abertas porque o lulismo/petista não contrata pessoal para a Polícia Federal. Também não contrata para a coordenação nacional das ações das polícias estaduais. Também não libera recursos para a construção de cadeias e nem constrói os presídios de segurança máxima que prometeu (atualmente tem liberado muito recurso para a compra de votos!). Só garganta para iludir incautos.
O que condenamos é o empreguismo usado para aparelhar a máquina federal pelos petistas (já são mais de 23 mil somente em cargos de confiança) e pelos apadrinhados do PT e de seus aliados de ocasião, sempre interessados nos dinheiros públicos distribuídos generosamente pelo Governo Lula.
José Aníbal
|