| Desde que Lula chegou ao poder, uma das principais críticas da oposição é sobre o excesso de gastos do Governo. O PT patrocina um empreguismo de companheiros nunca visto antes na história deste país, usa verbas públicas para abrigar petistas derrotados em eleições, gasta rios de dinheiro para manter uma insaciável base de apoio no Congresso e investe sem critérios em políticas assistencialistas com fins eleitorais. O resultado é o crescimento absurdo dos gastos públicos, o calcanhar-de-Aquiles do Brasil diante da iminência de uma crise econômica internacional.
Para pagar seus abusos, o Governo aperta cada vez mais a carga tributária do país. Agora, diante do desespero de prorrogar a CPMF e ganhar um cheque em branco de quase R$ 120 bilhões, acenou com a possibilidade de cortar os gastos. Ora, acreditar nesta promessa é a mesma coisa que treinar raposas para serem gerentes de galinheiros.
O PT é um partido sem projeto de país, sem prioridades e com um apetite enorme por gastos. Prova disto é a defesa que o presidente Lula fez, em entrevista publicada no final de semana, sobre a necessidade gastar. Ele diz que não se consegue governar diminuindo gastos.
Esta é a diferença entre competência e incompetência. Gastos públicos devem ser feitos com critérios e projetos bem elaborados. Acima de tudo, com vistas ao interesse público. O PT ignora todas essas premissas. Seu objetivo é se manter no poder ao custo que for necessário. Quem paga por isto somos nós, que arcamos cada vez mais com impostos sem termos a contrapartida de melhores serviços públicos e de uma infra-estrutura que sustente uma política desenvolvimentista. O país gasta muito e cresce pouco. E o atual Governo não mostra a mínima disposição e competência de reverter esta situação.
José Aníbal
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